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sábado, 19 de novembro de 2016

Campos do Quiriri - Marco da Divisa - 19 de Novembro de 2016

   Novamente voltamos ao belos campos da Serra do Quiriri


   Dessa vez a missão era chegar ao principal Marco da Divisa, partindo da Fazenda Alto Quiriri.

   Saímos de casa bem cedo, e logo chegamos nas intermináveis estradas de terra, assim que entramos nas plantações de pinus da Comfloresta pegamos a estrada sentido fazenda, ate conseguimos ir longe, mais a estrada esta muitíssimo degradada, cheia de erosão. E não teve jeito após varias tentativas de subir tivemos que largar o Fox do Luis num canto da estrada  e andar por mais de uma hora pra  chegar ao inicio da trilha.

   Pra variar pegamos o já conhecido Tapume de neblina do Quiriri, a neblina era tanta que pensamos em abortar a missão, mas montanhista que é montanhista enfrenta tudo né?

   E assim pegamos a trilha rumo ao marco, trilha bem definida, porem cheio de bifurcações e careiros de gados, mas o com a ajuda do GPS fomos vencendo o sobe e desce de morros, hora tempo aberto hora completamente fechado, com cerca de 3 horas de trilha chegamos ao marco, a primeira vez do Luis e a minha terceira vez ali naquele ponto histórico. ficamos ali um breve tempo, mais o frio e a neblina que a essa altura já era uma garoa nos espantou dali.

   Missão cumprida hora de refazer o caminho de volta, logo que saímos de trilha e pegamos a estrada apareceu um doido sei lá de onde com um carro 4x4 e nos ofereceu uma oportuna carona ate o Fox, ganhamos uma hora de pernada. hehe. Ai foi só pegar o carro e voltar pra casa.

  
  Mais uma vez tivemos a ilustre presença do Vinicius filho do Luis que cada vez mais pega gosto pelas montanhas, futuro montanhista pode ter certeza.

 

Mais Fotos:


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Centenario - Marco do Contestado - 20 de Outubro de 2016


   Há 100 anos atrás chegava ao fim a guerra do contestado,


"A Guerra do Contestado começou em 22 de outubro de 1912 e teve fim há 100 anos, em agosto de 1916.  O conflito foi uma disputa pela região conhecida como “Contestado”, localizada entre Paraná e Santa Catarina. A Guerra aconteceu entre os camponeses e o poder do Estado. A área era rica em madeira e erva-mate.
As principais características foram o messianismo, a concentração de terras e a exploração da região por empresas estrangeiras. Por isso, o movimento foi semelhante à Revolta de Canudos.
Os camponeses haviam sido contratados para a construção de uma Estrada de Ferro, mas, com o término da obra, foram demitidos e expulsos da região do Contestado. Uma empresa estrangeira construiu uma madeireira, e os camponeses perderam a exploração de madeira como fonte de renda. Eles seguiram o messias José Maria – um líder religioso da Revolta – à procura de salvação.

Causas da Guerra do Contestado

Na região do atual município de Irani, aconteceu a Guerra do Contestado entre 1912 e 1916.
  • Construção de Estrada de Ferro entre São Paulo e Rio Grande do Sul
  • Interesses do capital estrangeiro acima dos interesses da população
  • Posse de terras não regularizada
  • Desemprego dos camponeses e perda de terras
Consequências da Guerra do Contestado
  • Acordo de Limites Paraná - Santa Catarina
A Revolta do Contestado contribuiu para a formação do território do sul do Brasil."
 

   Para simbolizar o fim dessa guerra e por fim limitar os territórios dos Estados do Paraná e de Santa Catarina, foram construidos alguns Marcos de Divisa, 3 deles se encontram no Alto da Serra do Quiriri na divisa dos estados já citados.

UM DOS MARCOS DO QUIRIRI
   Para comemorar essa data, fomos visitar os tais marcos bem no dia do Centenário,

   Começamos a trilha tarde, tentamos avançar com o carro pelas estradas da comfloresta mas não obtivemos muito sucesso, então o jeito foi caminhar, porém, logo fomos surpreendidos com um forte chuva, granizo e raios.

   Cerca de 3 horas de caminhada chegamos ao primeiro Marco, nessa hora o céu caiu, não havia mais estradas, nem trilha, nem mais nada apenas agua e muita agua, até tentamos avançar ate os outros dois Marcos, mas tivemos que abortar a missa, mas de qualquer forma um Marco ao menos foi visitado 100 anos depois de sua colocação.

Josimar (No detalhe o dedo dentro de uma sacola (Tendão rompido)
Edson
Luis

  Estavam presentes: Edson, Luis e Josimar

Por: Josimar Cubis

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Pico X e Pico 1º de maio - 07 e 08 de setembro de 2016

Pico X visto do cume do 1º de Maio

   Br 277 sentido litoral paranaense, logo após o pedágio e no início da descida da serra, quem nunca reparou nas imponentes montanhas que surge a nossa frente um pouco a direita da descida.

   Logo vem o interesse por essas montanhas, pesquisa daqui e dali e descobre um tal de Pico X, conquistado a muito tempo pela velha guarda de montanhistas, e redescoberto a alguns anos.

 Assim começa mais um relato.

   A ideia de uma ida pra montanha veio do companheiro Getulio Vorgeta, surgiram algumas ideias mas no final decidimos conhecer esse lado pouquíssimo explorado da nossa mata Atlântica, após várias desistências sobraram apenas 5 guerreiros: Getúlio, Alexandro, Rafael, Luis e eu (Josimar).


Rafael - Getúlio - Alex - Luis - Josimar
   Tivemos mais uma vez todo o apoio do Amigo Mildo que nos auxiliou com dicas e track da região.
Tínhamos como ideia inicial subir até o cume da montanha denominado 01 de maio e dela tentar traçar uma rota até o cume do Pico da Igreja.

   Nos encontramos bem cedo num posto da BR 277, de lá partimos pra base onde ficaria os carros uma casa perto do viaduto dos padres, e antes das 09:00 já estamos no ponto inicial da trilha.

   A trilha se inicia bem no viaduto dos padres, uma subida relativamente leve com poucas dificuldades, assim fomos num ritmo light vencendo aos poucos aquela parte da trilha, e por volta das 14:00 já alçamos o cume do 1º de maio de onde nosso amigo Rafael retornou, pois, tinha trabalho no dia seguinte e não pode acampar com a gente, desse cume tivemos um visual 360º de toda a região e logo vimos que naquela oportunidade não conseguiríamos traçar uma rota até o Pico da igreja tão pouco chegar a seu cume, vendo que a montanha ficará muito distante a nossa direita e que teríamos uma densa região de mata e alguns imensos vales para transpor.

Pico da Serra da Igreja ao fundo

Rafael no cume do 1º de Maio
   Hora do sensacional plano B:
   Passar a noite no 01 de maio e no dia seguinte atacar o Pico X, o resto da tarde e a noite estavam perfeitas visual limpo de toda nossa serra e do nosso litoral.

Josimar

    Depois daquela janta coletiva e reforçado cada um se recolheu e sem demora fomos dormir, no segundo dia acordamos bem cedo e logo partimos pra trilha rumo ao X, trilha pesada mais muito agradável e assim fomos vencendo os obstáculos até que após uma escalaminhada final num bloco rochoso alcançamos mais esse cume, PICO X, lindo, místico é muito pouco visitado, sem dúvida umas das maiores conquistas nossas.

Cume do PICO X
  
Caderno deixado no Pico X

  Logo encontramos uma caixa de cume vazia onde Deixamos um novo livro de cume. Várias fotos e  após aquele lanche reforçado começamos o retorno, em menos de 3 horas de retorno já estávamos em nossas barracas novamente, hora de almoçar, desmontar as barracas, guardar as tralhas e começar  retornar  pra casa, descida um pouco mais puxada já que fizemos boa parte dela a noite, mas enfim chegamos a BR e aos carros aí foi só comemorar e retornar pra casa.

   Parabéns ao Luis que fez toda a trilha de tênis logo que esqueceu a bota em casa.
  Obrigado Getúlio, Alex, Luis e Rafael pela companhia.
  Alex obrigado pela carona que nos ofereceu até nossas casas.

   Só não agradeço aos inúmeros carrapatos que vieram grudados em mim ou na minha roupa, carrapatos esses que me renderam várias e várias mordidas, mordidas essas que me renderam uma alergia, alergia essa que me rendeu um mês de coceira no corpo todo. Kkkkk

   E assim foi mais um relato de uma enorme conquista.
Por: Josimar Cubis

Fotos:

sábado, 13 de agosto de 2016

Caratuva Noturno - 12 de agosto de 2016


   Sexta-feira dia 12 de agosto eu e o Josimar saímos de casa as 18:00 hs pra fazer uma trilha noturna.


 Objetivo: Ver a chuva de meteoros Perseidas que ocorre todo ano no mês de agosto sendo que dias 11 e 12 seriam os melhores dias para observar pois cairiam até 200 meteoritos por hora .

   20:00 hs começamos  a caminhada até o Pico Caratuva, chegando no Moro do Getúlio já era possível ver geada na beira da trilha, portanto estava um frio de lascar, frio que deu pra sentir somente na parada pra merenda.

Geada na Trilha
 
23:30 hs chegamos ao cume do Caratuva estava ventando muito e a sensação de frio parece ter aumentado, ainda bem que estávamos bem agasalhados, tínhamos uma ideia inicial de ir até o pico Taipabuçu pela trilha de cima saindo do Caratuva, mas decidimos abortar a ideia e ficar no Caratuva mesmo é foi a ideia mais assertiva que tivemos.

   O céu não poderia estar melhor para observar os meteoros aliás o céu foi um show a parte muito lindo! Dava pra ver os planetas constelações e até umas nebulosas.

   Já se passavam das 3 da madruga é tínhamos vistos apenas 14 meteoritos,mesmo assim já estávamos satisfeitos.

   Hora de assinar o caderno e começar a descer, mas ainda vimos o por dá lua que foi outro show a parte ela estava totalmente laranjada e se pôs atrás de um mar de nuvens.


   3:25 hs finalmente começamos a descida, a cada parada mais uma olhada para o céu e mais meteoros pra nossa contagem, chegamos ao Morro do Getúlio e demos mais uma olhada na geada que estava mais forte, e com a contagem de meteoros aumentada para 39 sentimos que a missão estava cumprida, logo o Sol começou a clarear o céu e com direito a mais um mar de nuvens na descida do Getúlio até a fazenda


   E essa foi mais uma aventura do mais montanha.
Por: Luis Irineu Espindola.
Algumas poucas fotos (A noite foi o que deu pra fazer. kkkk).

domingo, 31 de julho de 2016

Pico Itapiroca - 31 de Julho de 2016

E começo esse relato com a frase o Amigo Luis:

"Cada IDADE tem a sua beleza e essa beleza deve sempre ser uma liberdade. 
Luis - 44, Josimar - 30, Vinicius - 10, Jaime - 74, Rosângela - 41.
Por isso  pense menos,  arrisque mais,  invista mais e seja FELIZ!!!"


Um domingo maravilhoso onde conseguimos levar as nossas famílias pra ver toda a beleza da montanha....

Sempre contamos historias e mostramos fotos, mas nada é igual a ver pessoalmente, pensado nisso eu e o Luis decidimos levar algumas das pessoas mais importantes de nossas vidas com a gente nessa aventura.

O Luis levou sua esposa Rosângela e o Seu filhão e futuro montanhista Vinicius.

Rô e Vini
Eu (Josimar) Levei meu pai.


Seu Jaime

Todos nos impressionaram pelo desempenho, existia o fator idade, falta de experiência em montanha mais mesmo assim andaram muito, muito bem.

O dia estava maravilhoso, visual 360º, calorzinho na medida certa. 


Todos curtiram muito o dia, espero que venham mais aventuras como essa...


por: Josimar Cubis e Luis Espindola

Algumas fotos:



segunda-feira, 11 de julho de 2016

Salto Véu de Noiva (Rapel) - 11 de Julho de 2016


   Rapel numa cachoeira com mais de 70 Metros... Essa é pros amantes da adrenalina...


   O Mais Montanha levou a maluquice a outro nível, foi uma das coisas mais doidas que já fizemos.

   A ideia já era antiga partiu do Edson, depois de muito treino, depois de adquirir um bom conhecimentos e técnicas em rapel, adquirir o que nos faltava por parte de equipamentos retornamos com a ideia.

   E também tínhamos outra motivação: Nós últimos dois anos o Mais Montanha chegou à 6 dos 7 Saltos do Rio Ipiranga.
   Sendo os Saltos:  Rosário, Caveira, Arapongas, Anhaguá, Feitiço e Inferno.

   Então só nos faltava o Salto Véu de noiva. Dessa vez equipe completa: Josimar, Edson e Luis.


   Começamos bem cedo saímos de casas as 04:00 da manhã  rumo a Morretes onde chegamos antes das 06:00, de lá partimos pra Porto de Cima, carro no estacionamento, mochilas nas costas e começamos a caminhada pela estrada do Marumbi até o começo da trilha do Itupava, já na trilha do Itupava mesmo subindo o ritmo era bom e as 08:30 chegamos ao Santuário de N.S do Cadeado, o visual estava lindo, devido a nossa empolgação com o visual ficamos mais de uma hora por ali fotografando e curtindo.





  Novamente mochilas nas costas, mochilas essas bem pesadas devido a todo equipo do rapel, começamos a subir pelos trilhos, locais já conhecidos pelo caminho : Cruz do Barão do Cerro Azul, Túnel 10, Garganta do Diabo e finalmente avistamos o nosso objetivo, mesmo com pouquíssima água o Salto Véu de noiva se mostrou imponente e muito belo.


 Cruz do Barão
 Primeira vista do Salto



túnel 10 


















   Nessa hora começou o frio na barriga, ficamos por ali uns 15 minutos ate decidir uma possível rota até o topo do Salto, decidimos descer pela mata, descemos até o rio por uma pirambeira quanto chegamos ao rio o Edson se encarregou de achar uma rota e assim fez e as 11:00 chegamos no topo da cachoeira, sem demora começamos a avaliar uma rota de descida e arrumar as cordas e o resto do equipos, nessa hora o Edson percebe que esqueceu uma das cadeirinhas, logo tínhamos duas cordas mais só uma cadeirinha o que nos obrigou a descer um de cada vez.



Edson foi o primeiro a descer, já lá em baixo tirou a cadeirinha e amarrou a mesma na corda eu puxei a cadeirinha ate mim e desci em seguida, a todo momento durante a descida olhava pro lado e via a cachoeira ali tão próxima, tão majestosa, e pensava que a 10 anos via ela lá de longe de dentro do trem e agora estava ali, melhor sensação possível...

Véu de Noiva visto de Baixo.
   Já em baixo e tudo tão lindo, mas assustador ao mesmo tempo, simplesmente uma panela de rochas sem saída pra lado nenhum.


   Ficamos um pouco lá em baixo e logo começamos a subir, sempre soubemos que descer seria relativamente possível mas o problema era subir, o Edson foi o primeiro a iniciar a subida  mesmo usando freio ascensor teve dificuldades devido as pedras extremamente escorregadias, mas com muita luta chegou no topo mandou os equipos pra mim pela corda e eu comecei a subir, assim como o Edson alcancei o topo.


  A sensação de vitória era incrível...  Fizemos uma lanche recolhemos tudo, e começamos a volta pra casa, quando chegamos novamente nos trilhos paramos novamente pra admirar o cachoeira, o que antes era um sonho agora se torna uma conquista.


  Sem pressa alguma retornamos ate o Cadeado e depois até o carro pelo Caminho do Itupava...

   E foi assim que concluímos mais essa aventura de tirar o fôlego. E cumprimos os 7 saltos do Rio Ipiranga.
Por: Josimar Cubis

Fotos:

domingo, 3 de julho de 2016

Pico Parana (Luis solo e de Ataque) - 03 de Julho de 2016


   POR UM DIA, POR UMA HORA O PP FOI SÓ MEU! 


   Foi uma aventura daquelas de tirar o fôlego, Domingão 3 julho parti sozinho até o pico Paraná de ataque , esta aí uma coisa que não aconselho pra ninguém, primeiro porque é muito solitário segundo porque é perigoso, más como era um final de semana com tempo bom (põe bom nisso) eu sabia que encontraria muitos aventureiros por aquela trilha daqui a pouco você vai descobrir que eu tinha razão...

  Então vamos lá, mochila de ataque pronta, ansiedade na flor da pele e lá fui eu. Sai de casa 05:30 hrs, primeiro aquela paradinha básica no posto Túlio pra um café com leite e aquele pão de queijo, 7:00 hrs na fazenda, ficha preenchida e sem perder tempo , partiu PP . 

   8:30 hrs no Getúlio uma paradinha pra dar aquela hidratada vista perfeita 360º, eu lá bem de boa então chegou um grupo mais ou menos 11 pessoas pediram algumas informações, eu muito atencioso respondi a todas as perguntas , como é bom conhecer essas trilhas e poder dividir informações e orientar iniciantes ( me senti o senhor das trilhas). 

   Novamente mochila nas costas outra vez, agora hidratado e com o ego transbordando, lá foi eu trecho até a bica bem sossegado, uma molhada no rosto pra dar uma refrescada porque lá vem subida , pelo menos a dez a quinze minutos encontrava alguém voltando e próximo às 11:00 hrs passei lotado pelo A1 , cumprimento básico pra as pessoas que ali estavam descansando , quando avistei os grampos tomei um susto , a fila pra descida estava enorme, quando cheguei na base dos grampos fiquei aguardando por meia a hora a descida, aí decidi não esperar mais e fui subindo devagarinho sempre dando a preferência pra quem estava descendo .

   Encontrei mais alguns aventureiros no A2 uma paradinha, e pé na trilha , 13:00 hrs no cume , SOZINHO , sensação única aí foi só relaxar e curtir a vista que estava simplesmente sensacional, registro básico no livro cume , algumas fotos , emoção na flor da pele e chegou a hora da volta sem vontade de voltar. 14:00 hrs comecei a descer, aí pra descer foi mamão com açúcar.



 












   A volta foi de boa 17:20 hrs eu estava na bifurcação pro Itapiroca, aí começou a escurecer e eu apertei o passo 18:00 hrs eu já estava no Getúlio, parei somente pra acender a lanterna , aí com muito cuidado cheguei na fazenda 19:00 hrs, meia hora batendo papo com o Dilson, peguei a estrada e 21:00 hrs em casa.

    É esse foi o dia que conquistei o Pico Paraná solo.


Por: Luis Irineu Espindola


Fotos da Conquista: