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sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Salto Feitiço --> Inferno --> Tunel 10 - 3‎ - de janeiro‎ de 2025

 E pra comemorar o Aniversario do Grande amigo e irmão LUIS...

Luis no dia de seu aniversario
Luis no dia de seu aniversario

Retornamos ao Salto do Inferno em mais uma travessia exigente, desta vez com um significado especial: eu e o Luís levamos nossos filhos, Lucas e Vini, para conhecer um dos lugares mais isolados, bonitos e desafiadores da região. 

Lucas (13 anos) - Vini (18 anos)

A saída ocorreu antes do amanhecer, o que nos permitiu iniciar a trilha bem de  manhã. Mantivemos um ritmo constante e, em poucas horas, alcançamos o Salto Rosário, lindo e imponente, mas foi só a primeira cachoeira do dia.

 Fizemos uma parada breve para lanche, hidratação e contemplação.

Salto Rosário

Seguimos pela trilha principal, passando por outras cachoeiras até o ponto de travessia do rio.

 A partir dali, a progressão passou a ser feita pelo leito do rio, com escalaminhadas sucessivas sobre rochas molhadas e irregulares. O trecho exige atenção constante, leitura do terreno e equilíbrio. 

Após alguns perrengues naturais do percurso, chegamos à placa do Salto Feitiço — Linda, preservada e carregada de histórias.

A Placa do Feitiço

Depois de fotos e uma rápida avaliação do grupo, retornamos pelo rio até a bifurcação. Cruzamos novamente e acessamos uma trilha pouco evidente em direção ao Salto do Inferno. Nesse ponto, optamos por montar segurança com corda, devido à exposição e ao terreno instável. Durante a progressão, encontramos uma cobra posicionada no meio da trilha; mantivemos distância, respeitamos o animal e seguimos sem interferir. 


O trajeto passa por um trecho por cima do Salto Feitiço e, após descer uma pirambeira íngreme, a paisagem se abre revelando toda a magnitude do Salto do Inferno. 

Chegamos até a cachoeira e à conhecida placa da Ana Henkel, onde fizemos uma parada mais longa. Fotos, lanche e alguns minutos de silêncio para absorver a grandiosidade do lugar antes do próximo desafio.

 



Salto do Inferno

A etapa seguinte, rumo ao Túnel 10, é a mais técnica do roteiro. O terreno apresenta pedras soltas, inclinação acentuada e ausência quase total de pontos naturais de apoio. Assumi a liderança da subida, com o Lucas logo atrás, progredindo com cuidado e passando a corda para auxiliar o Luís e o Vini. Avançamos em etapas curtas, sempre garantindo comunicação, apoio e segurança entre todos. (etapa tensa, sem tempo para fotos)

Em determinado ponto, reencontramos uma corrente antiga fixada na encosta, visivelmente degradada. Ao ser utilizada de forma leve como apoio, a corrente rompeu. Foi um momento extremamente tenso. Por muito pouco o Luís não rolou encosta abaixo. Aquele segundo deixou claro o nível de risco envolvido e como, naquele tipo de ambiente, não há margem para erro. Se a queda tivesse ocorrido, as consequências poderiam ter sido graves.

Com calma, foco e, acima de tudo com a graça de Deus, seguimos apenas com a corda e progressão cuidadosa até vencer a subida. Após um curto trecho de mata, alcançamos os trilhos da ferrovia e o Túnel 10, encerrando a parte mais crítica da travessia.

Túnel 10

Dali, seguimos até o Santuário do Cadeado e realizamos a descida pelo Caminho do Itupava, retornando ao carro com a sensação de missão cumprida.


Foi mais do que uma travessia.

Foi uma experiência de confiança, parceria e aprendizado, compartilhada entre pais e filhos, em um ambiente onde a natureza impõe respeito e cada decisão importa.

Por: Josimar Cubis 

Abaixo mais algumas fotos: