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quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Escalada em Ginásio - 2024/2025

 Eu e o Lucas temos passado bons momentos treinando escalada em ginásio, com a ideia de aprender, evoluir e nos preparar para, em breve, encarar a escalada em rocha. Cada treino é uma oportunidade de entender melhor o corpo, ganhar confiança e aprimorar a técnica.

A escalada indoor é fundamental nesse processo. Além de ser um ambiente seguro, permite trabalhar força, equilíbrio, resistência e leitura de vias, sem depender do clima. Também ajuda muito no controle mental, no foco e na tomada de decisões — habilidades essenciais para a rocha.

Aqui em Curitiba, somos privilegiados por ter dois ótimos espaços para treinar: o Via Alta Montanha e o Campo Base, ambos com excelente estrutura e vias bem montadas.

Seguimos treinando, evoluindo e curtindo o processo. A rocha é o próximo passo.

Por: Josimar Cubis

Fotos: 










 

terça-feira, 15 de outubro de 2024

Caverna da Lancinha - 15 de Outubro de 2024

A caverna / Gruta da Lancinha é uma caverna natural rochosa localizada no município de Rio Branco do Sul, no estado do Paraná. A gruta está dentro de uma propriedade particular e, desde 2006, tornou-se uma Unidade de Conservação, após a criação do Monumento Natural da Gruta da Lancinha.

Ela é a terceira maior caverna do Paraná e a terceira em biodiversidade do Brasil.

A caverna possui três entradas distintas, com trajetos diferentes:

  • Um trecho com aproximadamente 500 metros;
  • Uma segunda entrada com cerca de 1.000 metros, que leva a uma cachoeira interna;
  • A terceira entrada possui cerca de 1,5 km de extensão e leva ao famoso “Salão de Festas”  

 

Nesse dia acordamos cedo, sem um plano definido. Em meio a algumas pesquisas rápidas na internet, surgiu a lembrança de um lugar que eu já queria conhecer há muito tempo: a Gruta da Lancinha.

Depois de pesquisar melhor, encontrei a rota de acesso e também um guia local, o Geovani, conhecido por sua grande experiência e profundo conhecimento da caverna e da região.

Sem pensar duas vezes, saímos de casa — Lucas e eu — e seguimos rumo a Rio Branco do Sul. 

Ao chegar, encontramos o guia e seguimos até a caverna. No caminho, paramos para observar uma das entradas. Mais adiante, deixamos o carro em uma chácara e continuamos a pé até a entrada escolhida.

A entrada é pequena, quase discreta, com um riacho atravessando o interior. Mas basta dar os primeiros passos para perceber que, por trás daquela abertura modesta, existe um mundo subterrâneo enorme e fascinante.

 

Logo no início, a caverna se revela cheia de estalactites, estalagmites e colunas, formando cenários impressionantes a cada novo trecho.

Seguimos avançando por galerias repletas de bifurcações, passagens estreitas e salões amplos. 

Sem um guia, seria muito fácil se perder. O Geovani demonstrou total domínio do local, nos conduzindo com segurança pelos caminhos corretos e nos levando a salões realmente magníficos.

 

Durante a travessia, alternávamos momentos caminhando dentro do rio e outros fora dele, explorando diferentes trechos da caverna. A sensação de estar ali dentro é única: silêncio, escuridão e uma beleza natural difícil de descrever.

Um dos pontos altos da travessia foi chegar a uma cachoeira dentro da caverna — algo simplesmente incrível. Descemos esse trecho e, logo adiante, já era possível avistar a saída.

Diferente da entrada inicial, a saída da Gruta da Lancinha é imponente: uma abertura gigantesca no meio da rocha, que impressiona pela dimensão e pela luz natural entrando no ambiente. Um cenário espetacular.

Levamos cerca de 1 hora e 40 minutos para atravessar toda a caverna. Foi uma experiência única, intensa e memorável. A vontade de voltar já surgiu ali mesmo — especialmente para fazer um rapel pela saída da caverna, que com certeza já entrou para a lista de próximas aventuras.

Encerramos o dia como toda boa aventura merece: com uma cerveja no centro de Rio Branco do Sul, celebrando mais uma experiência incrível vivida debaixo da terra. 

Informações importantes

A Gruta da Lancinha não possui centro de visitantes, controle de acesso ou guarda parque. É literalmente uma caverna no meio da mata, sem estrutura turística.

Por isso, não recomendo a visita sem guia. A caverna é complexa, com muitos caminhos e riscos naturais.

Para quem pretende conhecer, recomendo fortemente o guia Geovani, que demonstrou grande profissionalismo, cuidado e conhecimento durante toda a travessia.

 Contato do guia Geovani: (41) 99860-6382

Por: Josimar Cubis

Mais algumas fotos abaixo: 











sexta-feira, 31 de maio de 2024

Rapel Anhangava - 31 de Maio de 2024

E lá fomos nós para mais uma aventura de rapel no Pico Anhangava, dessa vez com a excelente companhia do amigo Rodrigo Negrini e de seu filho Pedro de 8 anos, que queriam experimentar pela primeira vez a emoção do rapel.

Saímos de casa bem cedo e, logo pela manhã, iniciamos a trilha. 

 

Todos estavam andando bem e, sem demora, chegamos às primeiras pedras, aos grampos e, em seguida, ao cume. 

 

Fizemos um lanche rápido e retornamos até a área dos grampos, onde montamos as amarras e as linhas de rapel.

 

O dia estava perfeito. Descemos a parede várias vezes, e o Negrini com seu filho logo perderam o medo e se soltaram, descendo repetidas vezes com confiança e muita empolgação.


Ficamos por ali até por volta das 14:00 e então começamos a retornar para a base. Antes, porém, ainda demos um pulinho para ver o rio e a cachoeira.


E foi assim: mais um dia de aventura, vivido ao lado de pessoas incríveis, que fazem toda a diferença na experiência.

Por Josimar Cubis

Algumas Fotos: 

 













 

 

sábado, 27 de abril de 2024

Escalavrado - Serra dos Orgãos - RJ - 27 de Abril de 2024

 

Depois de três dias de travessia e de uma noite de descanso, chegou a hora de mais montanha.

Dessa vez, o escolhido foi o Escalavrado, imponente montanha ao lado do Dedo de Deus. Desde 2015, quando passamos pela BR-116 e vimos esse conjunto de montanhas, nasceu a vontade de escalar nessa região. Depois de 10 anos sonhando, finalmente chegou o dia.


Acordamos cedo, tomamos café da manhã em uma panificadora e, sem demora, partimos para o início da trilha. Após cerca de 30 minutos caminhando pela beira da BR, chegamos à entrada, que já nos primeiros metros se mostrou desafiadora: subidas muito íngremes e bastante exposição.

Caminhamos cerca de 15 minutos até chegar ao primeiro grande desafio: atravessar de um lado ao outro de um trecho horizontal, com um precipício logo abaixo. Para nossa sorte, encontramos um grupo que também estava subindo o Escalavrado. Sem hesitar, ofereceram ajuda e usamos a corda deles para vencer esse obstáculo. Pessoal extremamente gente boa, cariocas de Guapimirim. Boas conversas, e acabamos nos juntando a eles na subida.

 

 

Por cerca de uma hora conseguimos acompanhá-los, mas o ritmo deles era mais forte que o nosso e logo seguiram à frente.

Um passo de cada vez, uma subida por vez, fomos vencendo os desafios. Ao nosso lado já era possível ver a outra face do Dedo de Deus, montanha que ocupa o topo da nossa lista de sonhos. Seguimos subindo, porém cada vez mais lentos: subida muito forte, calor intenso e percebemos que estávamos com pouca água, o que nos obrigou a racionar.


Em vários trechos era necessário o uso de cordas, tornando a progressão ainda mais cansativa e lenta. Sabíamos que o desafio ainda estava longe do fim, pois as partes mais expostas e difíceis ainda estavam por vir.

Foi então que vimos um montanhista descendo a montanha. Para nossa surpresa, era o Luciano, de Guapimirim, o mesmo que encontramos no início da trilha.

O que aconteceu em seguida foi, sem exagero, um dos gestos mais incríveis que já presenciei em todos os meus anos de montanhismo.

O Luciano já estava quase no cume, mas ficou preocupado conosco e decidiu voltar para nos ajudar. Que ser humano iluminado Deus colocou em nosso caminho. Com extrema atenção e paciência, ele nos conduziu pelos trechos mais difíceis, sempre com um cuidado especial com o Luquinhas. Emprestou equipamentos, deu dicas valiosas e, de subida em subida, de corda em corda, fomos vencendo os obstáculos.

Luciano guiando o Lucas

Mais à frente, reencontramos o restante do grupo do Luciano. Todos foram extremamente atenciosos conosco. E assim, depois de cerca de 5 horas, conseguimos chegar ao cume do Escalavrado.


As lágrimas vieram aos olhos. Uma mistura de sentimentos:

— Acima de tudo, gratidão a Deus por viver aquele momento ao lado do meu filho Lucas e do meu grande amigo e irmão Luís. 

— alegria por finalmente estar ali depois de tantos anos sonhando;

— profunda gratidão pelas pessoas incríveis que encontramos no caminho;

— admiração pelo gesto do Luciano;

Ficamos um bom tempo no cume, tiramos muitas fotos, conversamos bastante e trocamos experiências de montanha com nossos novos amigos — ou, como diz o querido Oswaldo Vivas: “melhores amigos que ainda não conhecíamos”.

 

Depois de nos alimentar, iniciamos a descida, já sabendo que não seria fácil. Havia ainda um agravante: nossa água tinha acabado.

Descemos todos juntos:

Luís, Lucas e eu,

Luciano, Oswaldo, Isaías, Marcos e o restante da turma.

A descida exigiu muita cautela. Em vários pontos foi necessário o uso de cordas e até rapel. 

 

 A sede começou a apertar e não havia nada ali que pudesse nos ajudar.

Foi então que me lembrei de uma conversa que tive com o Luís dias antes, sobre a água da chuva acumulada nas bromélias. Olhando ao redor, percebemos que o caminho estava repleto de bromélias gigantes. Paramos e fomos verificar.

Mais uma bênção de Deus naquele dia.

Havia água — e não era pouca. Em uma única bromélia era possível encher duas garrafas de 500 ml, água limpa e fresca, já que havia chovido no dia anterior. A alegria foi imensa. A partir dali, tivemos água em abundância até o final da trilha. Acredito que, ao todo, conseguimos cerca de 10 litros de água das bromélias ao longo do caminho.

Lucas e uma das Bromélias salvadoras

Descida após descida, seguimos juntos e, já quase no escuro, chegamos ao final da trilha. Cansados, sim — mas com a certeza de que aquele havia sido um dos melhores dias de nossas vidas.

Caminhamos pela BR até o carro e ainda tivemos a honra de dar carona aos nossos amigos. Fomos até Guapimirim, onde ficamos mais um tempo conversando e tomando uma boa cerveja.

Encerrando este relato, agradeço primeiramente a Deus, por tantas bênçãos nesse dia.

Agradeço ao meu filho Lucas e ao meu irmão Luís, pela companhia de sempre.

Agradeço imensamente ao Luciano, por ter voltado para nos ajudar.

Ao Oswaldo Vivas (do canal Programa Cidadão Natureza) e ao seu filho, ao Isaías, ao Marcos e a todos pela parceria.

Montanha é isso: desafio, humildade, amizade e gratidão.

Por: Josimar Cubis

Mais algumas fotos: 

 











Guapimirim ,visto do cume do Escalavrado

Rio De Janeiro Capital ,visto do cume do Escalavrado